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sábado, 14 de janeiro de 2012

Resenha Crítica: Capitães da Areia



Um dos mais famosos escritores brasileiros, Jorge Leal Amado de Faria, ou apenas Jorge Amado, como é popularmente conhecido, não teve seu nome transformado em lenda por mero acaso. É autor de obras maravilhosas, o que fez com que seu nome tomasse as proporções atuais. Comunista de carteirinha, preocupava-se em destacar os problemas sociais do Brasil e principalmente da Bahia, terra onde nascera.


Além das injustiças, procurava difundir a cultura originalmente brasileira. Era um homem apaixonado e preocupado com seu país. Casou-se com Zélia Gattai, também escritora, com quem teve uma filha. Dentre suas obras, uma que merece destaque é Capitães da Areia, história que relata o dia-a-dia de um grupo de meninos abandonados nas ruas de Salvador na década de 30.


Indubitavelmente é um clássico da literatura brasileira e um livro para toda a vida. Diferentemente de tantas outras vezes que findei a leitura de algo e permaneci indiferente, ao terminar de ler Capitães fui tomado por uma sensação estranha; indescritível mesmo. Uma mistura de tristeza e impotência, e ao mesmo tempo muito pesar por haver terminado a leitura - grande seria minha alegria se o livro ostentasse ao menos duzentas páginas a mais. Acho que todos os que tiverem o privilégio de apreciar esta obra, gostariam de mais páginas para talvez poder ver o destino dos protagonistas seguir de uma maneira diferente da qual foi apresentada  por Jorge. Obviamente me senti transformado após terminar de ler uma obra tão grandiosa e tocante como essa.


A narrativa é desenvolvida com maestria por Jorge Amado, fazendo com que a leitura flua de maneira bem agradável. Somos arrebatados desde o início pela representação gramatical do linguajar malandro dos meninos, pelas diferenças de personalidade de cada um e é claro, pela variação constante de cenas - sem dúvida uma das características mais importantes do enredo. A obra não fica estagnada no mesmo ponto e prima pelo dinamismo trazido pelas aventuras - ou desventuras? - dos meninos. O resultado disso tudo é uma leitura leve e suave, que nos passa quase que despercebida.  Uma obra perene, sem dúvidas.

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